Dezenove sonhos
Dezenove loucos
Dezenove roucos
E ainda move
Dezenove fatos
Dezenove ratos
Dezenove cacos
Mas não decore
Dez e nove
Dez e nove
Dezenove luas
Dezenove ruas
Dezenove nuas
E ainda chove
Dezenove poças
Dezenove moças
Dezenove bocas
Mas não se molhe
Dez e nove
Dez e nove
Dezenove segundos
Dezenove horas
Dezenove dias
E ainda corre
Dezenove isqueiros
Dezenove segredos
Dezenove cabelos
Mas não morre
Dez e nove
Dez e nove
Dezenove
Ainda vim te dizer
Ainda vim te dizer
22.5.09
30.4.09
Sete Vidas (Para um certo John)
John, não chore
Isso vai mudar
Fechar os olhos
Não é nada demais
Nunca deixe que te digam
Que seguir em frente
Não vale a pena
Siga sempre
Nunca olhe pra trás
Como se esquecesse algo
Não vale a pena
Siga em frente
E, John, não chore
Vai melhorar
Fechar os olhos
Significa nada
Não olhe direto para o Sol
Porque você pode não perceber
Que a graça disso
É apenas viver
E nunca deixe pra depois
Como se não tivesse sorte
Siga sua trilha
Seja forte
John, não chore
Vai melhorar
Fechar os olhos
Não é nada demais
Quando chegar lá
Só feche os olhos para sonhar
Você ainda tem sete vidas
E sempre terá
Isso vai mudar
Fechar os olhos
Não é nada demais
Nunca deixe que te digam
Que seguir em frente
Não vale a pena
Siga sempre
Nunca olhe pra trás
Como se esquecesse algo
Não vale a pena
Siga em frente
E, John, não chore
Vai melhorar
Fechar os olhos
Significa nada
Não olhe direto para o Sol
Porque você pode não perceber
Que a graça disso
É apenas viver
E nunca deixe pra depois
Como se não tivesse sorte
Siga sua trilha
Seja forte
John, não chore
Vai melhorar
Fechar os olhos
Não é nada demais
Quando chegar lá
Só feche os olhos para sonhar
Você ainda tem sete vidas
E sempre terá
20.4.09
Garota do Leblon
Guardaria as palavras
Só as melhores
Pra tentar fazer o impossível,
Dizer o indizível
Teu riso é como um sonho bom
E eu custaria a acreditar
Se não pudesse tocar
Mas corto as palavras
Vou direto a você
Ainda não conheço regra
Que me faça esconder
Não sei quem você é
E nem preciso saber
Mas juro que vou lembrar
De não te esquecer
Misturo as palavras
Só pra despistar
Mas quando te olho
Me perco, não jogo
Então, dispenso as palavras
Só pra rir teu riso
Que não se descreve
E tão pouco se perde
Teu riso é como um sonho bom
E eu custaria a acreditar
Se não pudesse tocar
Não sei quem você é
E nem preciso saber
Mas juro que vou lembrar
De não te esquecer
Só as melhores
Pra tentar fazer o impossível,
Dizer o indizível
Teu riso é como um sonho bom
E eu custaria a acreditar
Se não pudesse tocar
Mas corto as palavras
Vou direto a você
Ainda não conheço regra
Que me faça esconder
Não sei quem você é
E nem preciso saber
Mas juro que vou lembrar
De não te esquecer
Misturo as palavras
Só pra despistar
Mas quando te olho
Me perco, não jogo
Então, dispenso as palavras
Só pra rir teu riso
Que não se descreve
E tão pouco se perde
Teu riso é como um sonho bom
E eu custaria a acreditar
Se não pudesse tocar
Não sei quem você é
E nem preciso saber
Mas juro que vou lembrar
De não te esquecer
12.1.09
Palhaço
Sou palhaço tentando amar
Desde de que descobri
Que era melhor sorrir do que chorar
Melhor sonhar do que morrer
Eu não sou bem aquilo que pensei
Me leve a sério
Não me leve a mal
Se eu por acaso fosse
tudo que é normal
Você nem me olharia
Sou bem mais que um nariz vermelho
Quero sentir teu cheiro
E lhe falar
Mas minha voz está dormente
De tanto rir
Se não conhece a dor
De sorrir querendo chorar
Não me pergunte, amor
Por que não sei amar
Você nem me olharia
Sou bem mais que um nariz vermelho
Quero sentir teu cheiro
E lhe falar
Mas minha voz está dormente
De tanto rir
Não me escutas bem?
Há tempos nada digo
E se as pistas vão além
Do que eu sinto
Você nem me olharia
Sou bem mais que um nariz vermelho
Quero sentir teu cheiro
E lhe falar
Mas minha voz está dormente
De tanto rir
Agora estou vazio
Não sei o que me vem
E se do meu falso brio
Eu ficasse sem
Você nem me olharia
Perdi a graça?
Sempre foi assim?
Obrigado por pensar em mim
Sou palhaço tentando amar
Desde de que descobri
Que era melhor sorrir do que chorar
Melhor sonhar do que morrer
Eu não sou bem aquilo que pensei
Desde de que descobri
Que era melhor sorrir do que chorar
Melhor sonhar do que morrer
Eu não sou bem aquilo que pensei
Me leve a sério
Não me leve a mal
Se eu por acaso fosse
tudo que é normal
Você nem me olharia
Sou bem mais que um nariz vermelho
Quero sentir teu cheiro
E lhe falar
Mas minha voz está dormente
De tanto rir
Se não conhece a dor
De sorrir querendo chorar
Não me pergunte, amor
Por que não sei amar
Você nem me olharia
Sou bem mais que um nariz vermelho
Quero sentir teu cheiro
E lhe falar
Mas minha voz está dormente
De tanto rir
Não me escutas bem?
Há tempos nada digo
E se as pistas vão além
Do que eu sinto
Você nem me olharia
Sou bem mais que um nariz vermelho
Quero sentir teu cheiro
E lhe falar
Mas minha voz está dormente
De tanto rir
Agora estou vazio
Não sei o que me vem
E se do meu falso brio
Eu ficasse sem
Você nem me olharia
Perdi a graça?
Sempre foi assim?
Obrigado por pensar em mim
Sou palhaço tentando amar
Desde de que descobri
Que era melhor sorrir do que chorar
Melhor sonhar do que morrer
Eu não sou bem aquilo que pensei
8.12.08
Mirante
Aqui, do alto, eu vejo tudo
Esse é o mundo em que vivo?
As estrelas mergulham no mar
E eu deixo o tempo passar
Aqui, do alto, eu vejo o mundo
Mas será que é tudo, tudo?
Seus olhos misturam o céu
E nas nuvens, cores de mel
O Sol já vem
Eu preciso ir
Mas levo teu gosto em mim
Aqui, do alto, eu vejo o mar
E te faço sonhar me amar
Seja breve, porém intenso
Já que não volta, o nosso tempo
Aqui, do alto, eu vejo cores
Serão mil amores? ou só flores?
Sinto um calor que quase arde
Será que é cedo? é tarde?
O Sol já vem
Eu preciso ir
Mas levo teu gosto em mim
Mas de Lá não vou voltar
Esqueci a trilha
Vamos voar?
Daqui de cima é tudo azul
O tempo não leva as estrelas do sul
E como amantes
Nunca vamos descer desse mirante
Mas o Sol já vem
Eu preciso ir
E levo teu gosto em mim
Esse é o mundo em que vivo?
As estrelas mergulham no mar
E eu deixo o tempo passar
Aqui, do alto, eu vejo o mundo
Mas será que é tudo, tudo?
Seus olhos misturam o céu
E nas nuvens, cores de mel
O Sol já vem
Eu preciso ir
Mas levo teu gosto em mim
Aqui, do alto, eu vejo o mar
E te faço sonhar me amar
Seja breve, porém intenso
Já que não volta, o nosso tempo
Aqui, do alto, eu vejo cores
Serão mil amores? ou só flores?
Sinto um calor que quase arde
Será que é cedo? é tarde?
O Sol já vem
Eu preciso ir
Mas levo teu gosto em mim
Mas de Lá não vou voltar
Esqueci a trilha
Vamos voar?
Daqui de cima é tudo azul
O tempo não leva as estrelas do sul
E como amantes
Nunca vamos descer desse mirante
Mas o Sol já vem
Eu preciso ir
E levo teu gosto em mim
30.10.08
Fim?
Seria esse, o fim?
Tão temido e rejeitado
Fim de segundos, horas
Fim de ano
Seria isso, o fim?
Semelhante ao pesadelo
Fim do sonho, amar
Fim de sonhar
Mas como pode ter fim
Algo infinito?
Algo que de tão imenso,
Num simples levantar de Lóttus, desaparece
Serei eu mesmo o fim?
Afinal, tudo se desmancha no ar.
Menos o tão sonhado amar
Desejado por todos, atingido por poucos(é só para loucos)
Loucos em estado terminal
Que veem o fim se aproximar e gritam
Gritam porque ainda tem muito a dizer
Correm porque ainda há muito a fazer
Serei eu, mais um desses loucos?
Que gritam ao mundo sem pensar
Que querem ser amados,
Mas principalmente querem só amar
Será esse, mais um fim
Como os de cinema?
Quando tudo está perdido
Ainda existe um caminho
Ou será que não existe fim?
Será, apenas, um atalho pro recomeço?
Como em um ciclo
De tanto girar, se acha e não acaba
Mas quem inventou o fim?
Sei que não foi o mesmo alguém
Que inventou o amor
Mas me explica, por favor
Porque tem que ser assim, o fim?
Não perdoa nem os mais simples
Nem quem só quer sorrir
Nem quem vive pra amar
Não me convences, fim
O que deve ser guardado, está guardado
Não importa o que diga, isso será lembrado
Não me entrego assim
Mas se não tenho palavra,
Nada mais tenho
O que achas que faço, ACABO?
Eu já volto pro início,
Onde o riso é leve e o céu é limpo
E quando eu menos esperar
Sei que nada mais vai acabar(Lá)
Fim?
Tão temido e rejeitado
Fim de segundos, horas
Fim de ano
Seria isso, o fim?
Semelhante ao pesadelo
Fim do sonho, amar
Fim de sonhar
Mas como pode ter fim
Algo infinito?
Algo que de tão imenso,
Num simples levantar de Lóttus, desaparece
Serei eu mesmo o fim?
Afinal, tudo se desmancha no ar.
Menos o tão sonhado amar
Desejado por todos, atingido por poucos(é só para loucos)
Loucos em estado terminal
Que veem o fim se aproximar e gritam
Gritam porque ainda tem muito a dizer
Correm porque ainda há muito a fazer
Serei eu, mais um desses loucos?
Que gritam ao mundo sem pensar
Que querem ser amados,
Mas principalmente querem só amar
Será esse, mais um fim
Como os de cinema?
Quando tudo está perdido
Ainda existe um caminho
Ou será que não existe fim?
Será, apenas, um atalho pro recomeço?
Como em um ciclo
De tanto girar, se acha e não acaba
Mas quem inventou o fim?
Sei que não foi o mesmo alguém
Que inventou o amor
Mas me explica, por favor
Porque tem que ser assim, o fim?
Não perdoa nem os mais simples
Nem quem só quer sorrir
Nem quem vive pra amar
Não me convences, fim
O que deve ser guardado, está guardado
Não importa o que diga, isso será lembrado
Não me entrego assim
Mas se não tenho palavra,
Nada mais tenho
O que achas que faço, ACABO?
Eu já volto pro início,
Onde o riso é leve e o céu é limpo
E quando eu menos esperar
Sei que nada mais vai acabar(Lá)
Fim?
26.9.08
Avesso
O silêncio tocado pelo avesso
É menos que eu mereço
E volta pro começo
Normal e sem apego
Volta do fim
Para onde vai me esqueço
Mas no início existe o som
E sendo, assim
Me sigo pro começo
Mas do som se faz o rosto
Tocado pelo avesso
É menos que eu mereço
E volta pro começo
Normal e sem apego
Não é ruim
Ou coisa alguma em que padeço
Mas do rosto foge a cor
Até chegar a mim
Quebrando o meu apreço
Mas as cores pintam o nada
Tocado pelo avesso
É menos que eu mereço
E volta pro começo
Norrmal e sem apego
Do nada fico assim
Virado pelo avesso
E do nada nasce o Sol
É menos que eu mereço
E volta pro começo
Normal e sem apego
Volta do fim
Para onde vai me esqueço
Mas no início existe o som
E sendo, assim
Me sigo pro começo
Mas do som se faz o rosto
Tocado pelo avesso
É menos que eu mereço
E volta pro começo
Normal e sem apego
Não é ruim
Ou coisa alguma em que padeço
Mas do rosto foge a cor
Até chegar a mim
Quebrando o meu apreço
Mas as cores pintam o nada
Tocado pelo avesso
É menos que eu mereço
E volta pro começo
Norrmal e sem apego
Do nada fico assim
Virado pelo avesso
E do nada nasce o Sol
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