15.9.08
Luzes daqui
Às vezes
Sigo astro qualquer
Vou pra qualquer lugar
Ou pro que me der
Às vezes
Passo rápido pelo olhar
Prendendo em sorriso algum
O que apenas está
Apague as luzes
Vamos ver estrelas
Meu desproibido paraíso
Pode valer a pena
Tão natural
É tomar por nosso
Algo que não é
Às vezes
Fecho os olhos e vou
Mesmo acompanhado
Busco o que sou
Às vezes
Não quero me ligar
Mas meu acaso
Te faz amar
Apague as luzes
Vamos ver estrelas
Meu desproibido paraíso
Pode valer a pena
Às vezes
Me apago de tudo
Nada busco, nada convém
Só o meu mundo
Tão natural
É tomar por nosso
Algo que não é
Às vezes
Levo alguém comigo
Pra nos provar
Que não minto
Quando sair
Apague as luzes
Sigo astro qualquer
Vou pra qualquer lugar
Ou pro que me der
Às vezes
Passo rápido pelo olhar
Prendendo em sorriso algum
O que apenas está
Apague as luzes
Vamos ver estrelas
Meu desproibido paraíso
Pode valer a pena
Tão natural
É tomar por nosso
Algo que não é
Às vezes
Fecho os olhos e vou
Mesmo acompanhado
Busco o que sou
Às vezes
Não quero me ligar
Mas meu acaso
Te faz amar
Apague as luzes
Vamos ver estrelas
Meu desproibido paraíso
Pode valer a pena
Às vezes
Me apago de tudo
Nada busco, nada convém
Só o meu mundo
Tão natural
É tomar por nosso
Algo que não é
Às vezes
Levo alguém comigo
Pra nos provar
Que não minto
Quando sair
Apague as luzes
13.9.08
Boa noite, Boa sorte
Não venha me contar
Suas coisas tristes
Tudo o que existe se vai no ar
E mesmo se falar
Tampo meus ouvidos
Tudo o que existe se vai no ar
Você vai precisar
Cubra bem os olhos
Tudo o que existe se vai no ar
Não venha me questionar
Já estou voando
Tudo o que existe se vai no ar
Você vai precisar
Se perdem no escuro
Tudo o que existe se vai no ar
Se eu te enxergar
De longe, grito
Tudo o que existe se vai no ar
Quando tropeçar
No seu próprio nada
Tudo o que existe se vai no ar
Você vai precisar
Te dou minha estrela
Mas tudo o que existe se vai no ar
12.9.08
Preciso ir...
Sem rumo, sem compania e sem novas idéias. Fechei meus olhos e parti em linha reta para qualquer lugar. Ao abrí-los, logo reconheci uma esquina rochosa que há muito eu não via. A distância até a água do mar era a mesma, as ondulações na areia também. Encostei nela, buscando os detalhes que agora, a claridade do dia me permitia reparar. Conclui, com alguma tristeza, que hoje, ela é apenas uma esquina, como essas em que dois caminhos se cruzam e, depois seguem... uma pedra.
Molhei meu rosto, tentando despertar mais uma vez, nem que por alguns segundos, desse transe que há algumas semanas vem me drogando. Inútil, não consegui. Começei então, a escalar a pedra, como se lá em cima eu fosse encontrar uma resposta, um sinal. No alto, caminhei lentamente até a beirada com o intenso desejo de seguir em frente pela última vez e não mais ter que carregar o peso de sentir. Decidi. Como forma de me despedir do mundo, olhei para cima. Por uma fração de segundo, pensei ter visto um balão, enxerguei o Sol, e depois mais nada.
Acordei, sem saber quanto tempo havia passado, mas me sentindo bem, livre...
Não sei se ainda estou vivo, mas com certeza estou mais vivo do que antes.
Lembro de ouvir o Sol me dizer para seguir o meu próprio caminho, da próxima vez.
Agora, preciso ir...
Molhei meu rosto, tentando despertar mais uma vez, nem que por alguns segundos, desse transe que há algumas semanas vem me drogando. Inútil, não consegui. Começei então, a escalar a pedra, como se lá em cima eu fosse encontrar uma resposta, um sinal. No alto, caminhei lentamente até a beirada com o intenso desejo de seguir em frente pela última vez e não mais ter que carregar o peso de sentir. Decidi. Como forma de me despedir do mundo, olhei para cima. Por uma fração de segundo, pensei ter visto um balão, enxerguei o Sol, e depois mais nada.
Acordei, sem saber quanto tempo havia passado, mas me sentindo bem, livre...
Não sei se ainda estou vivo, mas com certeza estou mais vivo do que antes.
Lembro de ouvir o Sol me dizer para seguir o meu próprio caminho, da próxima vez.
Agora, preciso ir...
8.9.08
(De)pendência
Tenho uma sensação estranha
Nem ruim, nem boa
Mas estranha
Que nada me diz mais
Nada me diz
Tenho uma vontade crua
Nem velha, nem nova
Mas crua
Que nada me diz mais
Nada me diz
Não me largue justo agora
Que não preciso de você
Apenas te quero mais
Tenho uma idéia nossa
Nem minha, nem sua
Mas nossa
Que nada me diz mais
Nada me diz
Tenho uma falta falsa
Nem aqui, nem lá
Mas falsa
Que nada me diz mais
Nada me diz
Não me largue justo agora
Que não preciso de você
Apenas te quero mais
Nem ruim, nem boa
Mas estranha
Que nada me diz mais
Nada me diz
Tenho uma vontade crua
Nem velha, nem nova
Mas crua
Que nada me diz mais
Nada me diz
Não me largue justo agora
Que não preciso de você
Apenas te quero mais
Tenho uma idéia nossa
Nem minha, nem sua
Mas nossa
Que nada me diz mais
Nada me diz
Tenho uma falta falsa
Nem aqui, nem lá
Mas falsa
Que nada me diz mais
Nada me diz
Não me largue justo agora
Que não preciso de você
Apenas te quero mais
6.9.08
Deixa
Às vezes me sinto mais leve que o Sol
Subindo às três
Confiante de tudo
Que me falha e não sei
Mas se não for,
Me escondo outra vez
Sempre senti o teu gosto de mar
Subindo depois das seis
Alheio a tudo
Que eu tanto ansiei
Mas se não for,
Me escondo outra vez
Nunca senti teu medo de estrela
Caindo antes das três
Vazio com tudo
Que te mudou ou te fez
Mas se não for,
Me escondo outra vez
Ainda sinto o peso do céu
Caindo às seis
Iludido com tudo
Que restou e refez
Mas se não for,
Me escondo outra vez
Deixa...
Subindo às três
Confiante de tudo
Que me falha e não sei
Mas se não for,
Me escondo outra vez
Sempre senti o teu gosto de mar
Subindo depois das seis
Alheio a tudo
Que eu tanto ansiei
Mas se não for,
Me escondo outra vez
Nunca senti teu medo de estrela
Caindo antes das três
Vazio com tudo
Que te mudou ou te fez
Mas se não for,
Me escondo outra vez
Ainda sinto o peso do céu
Caindo às seis
Iludido com tudo
Que restou e refez
Mas se não for,
Me escondo outra vez
Deixa...
5.9.08
Humana Música
No início, a música usa suas notas e o intervalo entre elas para se apresentar. A primeira impressão é decisiva, se ela for negativa, a música é rapidamente abortada. No caso de uma boa impressão, tudo começa a fluir e a aparentar a perfeição. Lá para o meio, já conhecemos a sua intimidade, e podemos escolher entre dois caminhos: trocar de música, se ela não for tudo aquilo que pensamos antes, ou emprestar-lhe nossos ouvidos por mais alguns, vários segundos. Se a escolha for pela primeira opção, tudo acaba AQUI.
Eu escolho a segunda. Por mais que lutemos contra, a repetição é inevitável, e não se pode garantir que o encanto inicial sobreviverá. Essa tendência é um vício humano que nos leva a transformar coisas especiais em coisas corriqueiras, chegamos a acreditar que já conhecemos toda a intimidade da música. Engano nosso. Ela continua e pode nos surpreender a qualquer momento com uma modulação, um solo, ou o que a imaginação permitir. Esse clímax tem o poder de alterar, como bem o convir, tudo o que foi ouvido e dito para melhor ou pior.
Ao se aproximar do silêncio, resta aos sobreviventes uma última escolha: aceitar a efemeridade de todas as coisas físicas e seguir em frente, como se nada tivesse acontecido, ou eternizar tudo isso em forma de sentimento, como fazem as pessoas que amam.
Nós, os românticos, até escutamos novamente a mesma música.
Eu escolho a segunda. Por mais que lutemos contra, a repetição é inevitável, e não se pode garantir que o encanto inicial sobreviverá. Essa tendência é um vício humano que nos leva a transformar coisas especiais em coisas corriqueiras, chegamos a acreditar que já conhecemos toda a intimidade da música. Engano nosso. Ela continua e pode nos surpreender a qualquer momento com uma modulação, um solo, ou o que a imaginação permitir. Esse clímax tem o poder de alterar, como bem o convir, tudo o que foi ouvido e dito para melhor ou pior.
Ao se aproximar do silêncio, resta aos sobreviventes uma última escolha: aceitar a efemeridade de todas as coisas físicas e seguir em frente, como se nada tivesse acontecido, ou eternizar tudo isso em forma de sentimento, como fazem as pessoas que amam.
Nós, os românticos, até escutamos novamente a mesma música.
Voo
Tento te esquecer
Mil bocas ao beijar
Sinto não ter
Lembrança pra contar
Te perco ao me achar
Sem hora pra voltar
Sinto não querer
Mais encontrar você
O pensamento voa
Voo ao pensar
Penso não ser
Como seus olhos crêem ver
Da sua visão eu sinto dó
Mesmo eu sendo só
Conheço um lugar
Livre pra sonhar
Sem culpas ao morrer
Fujo pra não dizer
Lá, o pensamento voa
Voo ao pensar
Desencontro ao fugir
Rabiscando o meu sol
No horizonte a se perder
E mais me perco e vou voar
Mil bocas ao beijar
Sinto não ter
Lembrança pra contar
Te perco ao me achar
Sem hora pra voltar
Sinto não querer
Mais encontrar você
O pensamento voa
Voo ao pensar
Penso não ser
Como seus olhos crêem ver
Da sua visão eu sinto dó
Mesmo eu sendo só
Conheço um lugar
Livre pra sonhar
Sem culpas ao morrer
Fujo pra não dizer
Lá, o pensamento voa
Voo ao pensar
Desencontro ao fugir
Rabiscando o meu sol
No horizonte a se perder
E mais me perco e vou voar
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